Almir Guineto

Acabei de receber a notícia da morte do meu querido amigo Almir Guineto. Compositor de grandeza e talento, ele sempre cantou a vida da nossa gente. Era um dos nossos maiores compositores de samba e com quem tive o privilégio de gravar em várias ocasiões. Com sua partida a nossa música fica mais triste.
“Que importa se há tantas lamas nas ruas
E o céu é deserto e sem brilho de luar?
Se o clarão da luz
Do deu olhar vem me guiar,
Conduz meus passos
Por onde quer que eu vá, se há.”
Vá em paz, grande Almir!

Nasci pra te amar

Meus queridos amigos é com grande alegria e satisfação que divulgo o clip oficial da música “Nasci pra te amar” que estará em nosso próximo CD Simples Assim!

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Que Deus proteja a todos!

#simplesassim2016 #lecibrandao

 

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A GENEROSIDADE DO SAMBA

A GENEROSIDADE DO SAMBADizem que cozinhar é uma forma de amar, é um gesto de generosidade. Não poderia haver melhor definição que esta para expressar o que a paulistana Maria Generosa da Silva sente ao falar da comunidade de samba que fundou na Vila Santa Catarina, na zona sul de São Paulo, em julho de 1997.

“Eu adorava cozinhar. Então, qualquer festinha que tinha pediam para eu fazer almoço aqui na laje. Aí ficou assim. Fui fazendo feijoada e todo samba eu fazia uma feijoada”, conta Dona Generosa sobre a origem da comunidade do Samba da Laje. Era para ser uma festa familiar das irmãs Silva, mas a festa foi crescendo e muita gente foi chegando e o Samba da Laje hoje atrai gente de todos os cantos da cidade de São Paulo. No início ocorria no último domingo de cada mês, agora ocorre no segundo domingo, na qual são homenageados grandes compositores do samba de raiz de primeira qualidade.

A Comunidade é uma das mais animadas e engajadas rodas de samba de São Paulo. A entrada é gratuita, mas quem quiser, pode levar 1 kg de alimento não perecível para ser doado à entidades carentes. Apesar das dificuldades, quando fala sobre o samba, Dona Generosa é pura emoção.

“O samba é tudo. O samba é minha vida.”

KURUMBANDÊ BERERÊ-BERERÊ SALVE, DONA DUDA RIBEIRO

donadudaribeiro1O nome foi uma homenagem do pai à famosa personagem Dulcinea, amada do cavaleiro andante Dom Quixote, do famoso romance de Miguel de Cervantes. Mas há muito tempo que Dulcinéa Ribeiro é conhecida por todos como Dona Duda Ribeiro.
Nascida no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, mas criada na Lapa paulistana, Dona Duda veio para a terra da garoa ainda bebê. Filha de dona Anita e de seu Claudio Ribeiro, o samba sempre fez parte de sua vida. “Minha mãe foi uma pastora e meu pai fazia parte das rodas de compositores…
Se falasse Claudio Bengalinha, da Barra Funda, todo mundo já sabia quem era”, conta, com orgulho. A menina que ouvia a mãe cantando Dolores Duran e o pai tocando as músicas de Dorival Caymmi, Noel Rosa e Pixinguinha fez sua primeira participação em um programa de rádio aos seis anos de idade, cantando música de Lupicínio Rodrigues. Apesar de saber desde muito cedo que seu caminho na vida seria percorrido através da música, Dona Duda também sempre fez ações voltadas para a comunidade. “Eu sempre me envolvi nessas coisas  com muita tristeza e alegria, ao mesmo tempo. Porque a maior tristeza é quando você não consegue ser objetiva e não tem apoio.” E assim ela vem unindo a música ao trabalho social.
Diretora de alas de escolas de samba, diretora de shows e diretora de comunicação, Dona Duda é a cara da versatilidade, mas sua paixão mesmo é dividida entre a sala de aula e o palco. Professora de Educação Musical, Dona Duda completa, em 2015, 40 anos de carreira artística. Sobre a vida nos palcos ela diz que o importante é ver a músicadonadudaribeiroser um bálsamo na vida das pessoas.

“Eu canto porque gosto. Eu canto porque o canto é aquilo que embala a alma”, poetiza. Dona Duda conheceu o carnaval e o universo das escolas de samba através de Geraldo Filme, que a chamava de Diamante Negro e a levou para a Vai-Vai. Anos depois, trocou a Vai-Vai pela Camisa Verde. Apesar disso, faz questão de registrar: “Eu jamais vou esquecer onde foi meu primeiro berço do carnaval. Foi dentro da Vai-Vai, onde até hoje eu tenho grandes amigos. Sou muito grata por essa passagem maravilhosa que eu tive dentro da Vai-Vai, no Bixiga”, afirma. Sobre racismo e preconceito no samba e na vida, Dona Duda é categórica. “Ainda tem muito a acontecer. Eu faço parte dessa resistência… Consciência negra para mim é um momento de reflexão de todos os povos. Inclusive do meu, do povo negro, que tem que pensar e agir muito mais.”